domingo, 27 de julho de 2014

Os contos de fadas

Os contos de fadas ou contos maravilhosos são uma variação do conto popular ou fábula. Partilham com estes o fato de serem uma narrativa curta cuja história se reproduz a partir de um motivo principal e transmite conhecimento e valores culturais de geração para geração, transmitida oralmente, e onde o herói ou heroína tem de enfrentar grandes obstáculos antes de triunfar contra o mal. Nos contos, que muitas vezes começam pelo "Era uma vez", para salientar que os temas não se referem apenas ao presente tempo e espaço, o leitor encontra personagens e situações que fazem parte do seu cotidiano e do seu universo individual, com conflitos, medos e sonhos. A rivalidade de gerações, a convivência de crianças e adultos, as etapas da vida (nascimento, amadurecimento, velhice e morte), bem como sentimentos que fazem parte de cada um (amor, ódio, inveja e amizade) são apresentados para oferecer uma explicação do mundo que nos rodeia e nos permite criar formas de lidar com isso.
Entre os grandes autores, além do irmãos Grimm, encontram-se o francês Charles Perrault, que deu vida à Chapeuzinho Vermelho, Bela Adormecida, Pequeno Polegar e Gato de Botas; Andersen, que nos presenteou com a história do Patinho Feio; Gabrielle-Suzanne Barbot, a Dama de Villeneuvee com a Bela e a Fera e Charles Dickens, com o Conto de Natal e a história de Oliver Twist. No Brasil, a maior conquista foi Monteiro Lobato, cuja a obra ainda hoje serve de base ao início literário de muitas crianças.
Caracteristicamente os contos envolvem algum tipo de magia, metamorfose ou encantamento, e apesar do nome, animais falantes são muito mais comuns neles do que as fadas propriamente ditas. Alguns exemplos: "Rapunzel", "Branca de Neve e os Sete Anões" e "A Bela e a Fera".

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Ariel... A pequena Sereia


Originalmente escrita por Hans Christian Andersen, o conto "A pequena sereia" é muito diferente da adaptação animada da Disney.
Nele a Pequena Sereia não tem nome e é imortal, ao apaixonar-se por um  mortal ela procura a Bruxa do mar para a ajudar a assumir a forma humana, no processo a sereia abdica da sua imortalidade e da sua voz.
A sereia deveria conquistar o amor do mortal, caso contrário o feitiço quebraria e ela se transformaria em espuma do mar, algo pior do que a morte, porque as sereias não têm alma.
Como a sereia falha, as suas irmãs com pena dela trocam os seus belos cabelos por um punhal com o qual a sereia deve matar o homem que ama para quebrar a maldição. Mas em nome do amor ela abdica da sua existência e joga-se nas águas no mar transformando-se em espuma.
Bem o conceito de amor é bastante igual em ambas as histórias, mas na adaptação da Disney Ariel não abdica do seu amor nem da sua vida, luta para o ganhar e acaba por conquistar Eric e ganhar as suas pernas e a sua voz de volta. Já Christian Andersen dá uma reviravolta na história e mata a Seria no final. A história original é claro que é baseada nas antigas histórias de monstros e seres sobrenaturais, segundo as antigas histórias gregas as Sereias eram belos seres imortais, lindo e com uma bela voz que atraiam os navegadores mais incautos para o fundo do mar com a sua voz hipnótica. Foi a partir desses antigos contos que Andersen se baseou para criar um ser místico, imortal, de voz fantástica e rico em beleza, mas sem uma alma humana.